terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Ressurreição da carne

A ressurreição da carne consta de um dos artigos do Credo. É um dogma e dogma não se discute. Todos nós sabemos que ser humano é composto de corpo e alma, de espírito, enquanto os anjos são apenas puro espíritos, eles não têm corpos. Aquelas pessoas que morrem em estado de graça, livres de pecados veniais, elas vão direto para a bem aventurança eterna como os santos canonizados. Essas pessoas vão gozar espiritualmente para sempre da visão beatífica de Deus, que é a plena e total felicidade. Como São Dimas o único santo canonizado por Jesus; Dimas disse: “Jesus, lembra-te de mim, quando vieres com teu reino. Ele respondeu: “Em verdade, eu te digo, hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc 23. 42). “Olhos não viram, ouvidos não ouviram o coração do homem jamais sentiu aquilo que está reservado par aqueles que O amam”. (1Cor 2,9). Eu pergunto: O que pode ser acrescentado no fim dos tempos a esses bem aventurados com a ressurreição da sua carne? Seria possível eles então com corpo e alma serem ainda mais felizes do que já são? Que pode ser acrescentado ao justo com sua ressurreição da sua carne? Que vantagem levarão nisso? Os desgraçados que quiseram livremente se afastar de Deus eles serão ainda mais infelizes do que já são?

Jesus foi condenado a pedido da maioria dos moradores de Jerusalém?

A maioria dos judeus de Jerusalém condenou Jesus? Relatam-nos os evangelhos que Jesus fez vários grandes milagres, entre eles a ressurreição do filho do centurião romano, o filho da viúva de Nain, contudo, esses milagres aconteceram longe de Jerusalém. Naquela época, devido a distâncias as notícias muitas das vezes custavam a chegar ao conhecimento do povo, elas eram passadas de boca a boca, e algumas deturpadas, por isso não causavam muito impacto, contudo, quando Jesus ressuscitou Lazaro que morava em Betânia lugarejo próximo a Jerusalém a repercussão da morte de Lázaro foi muito grande, pois ele era um homem muito rico, ele tinha negócios em Jerusalém era muito conhecido de todos. Porém, quando veio a noticia de que Jesus o havia ressuscitado o impacto foi muito maior tanto em Jerusalém como em toda aquela redondeza. Para aqueles que eu ainda duvidava que Jesus fosse realmente o Messias prometido na escrituras, a ressurreição de Lázaro acabou por tirar todas as possíveis dúvidas e eis à razão da sua entrada triunfal em Jerusalém, quando o povo o recebeu agitando ramos de palmeiras e estendiam no chão os seus mantos para Jesus passar. Foi à consagração definitiva que faltava. Aqueles que detinham o poder; o rei Herodes, o Sumo Sacerdote Caifás, os membros do Sinédrio, os escribas ao ficarem sabendo da ressurreição de Lázaro ficaram seriamente preocupados com mais este grande milagre realizado por Jesus, e eles se viram ameaçados de perderem o poder espiritual, sobretudo político e então trataram de eliminar de vez com Jesus o quanto antes. Os quatro evangelistas relatam como se deu a prisão de Jesus, o seu julgamento sumário e a sua condenação. A prisão de Jesus se deu próximo da meia noite. Naquela noite e na madrugada foi realizado o seu julgamento na calada da noite e foi condenado a morte enquanto a população dormia entre eles aqueles todos que recepcionaram Jesus apoteoticamente. Os donos do poder temiam que houvesse uma revolta daquela maioria que passara a crer que Jesus era verdadeiramente o Messias, o prometido rei de Israel. Por isso resolveram a fazer tudo à surdina da noite. Os interessados na condenação de Jesus fizeram o fraco Pilatos se levantar da cama para fazer um julgamento intempestivo no alvorecer do dia; hora imprópria incomum que nunca havia acontecido. Aqueles que estavam naquele pátio que ficava frente ao Sinédrio, segundo os arqueólogos, não eram grande, cabia compactadas por volta de duzentas pessoas que trabalhavam para os detentores do poder, eram submissos a eles e obedeciam as suas ordens, não eram, seguramente, as mesmas pessoas que aclamaram Jesus na sua entrada triunfal em Jerusalém. Quando a população de Jerusalém acordou Jesus já estava a caminho do Calvário. Ela pensou que se tratavam apenas mais três condenados à morte na cruz, somente aos poucos eles foram descobrindo que entre eles se encontrava Jesus. Os apóstolos e os discípulos tinham apenas um líder; Jesus, mesmo Pedro escolhido para ser para ser a pedra fundamental da Igreja que ainda iria nascer se mostrou um covarde, negando três vezes o seu envolvimento com Jesus, os demais apóstolos e discípulos também se mostraram temerosos e se esconderam. Único apostolo que acompanhou Jesus até o Calvário sustentando Maria foi João o mais jovem dentre eles e não tinha como enfrentar os guardas que levam Jesus ao suplício. Pedro e os outros apóstolos somente ganharam força para iniciarem a construção da Igreja nascedoura foi após a descida do Espírito Santo em Pentecostes. Embora não conste nos Evangelhos, não são poucos aqueles exegetas que interpretam esta passagem quando afirmam que os mesmos que há poucos dias antes aclamaram Jesus como sendo o messias prometido pela Escrituras foram os mesmos que pediram a sua condenação o que eu não concordo, simplesmente porque nada consta nos evangelhos a esse respeito. Eu tenho a convicção que as pessoas não eram às mesmas, por isso, com a devida vênia, é que dou esta minha interpretação.

As nove primeiras sextas-feiras

5º — As nove primeiras sextas-feiras No tempo dos colégios internos religiosos era costume incentivar os alunos a fazer as nove das primeiras sextas feiras. Eu tinha um amigo, ex- colega, que como eu todos os anos fazíamos as nove primeiras sexta-feira. Contudo, esse meu amigo depois que deixo o colégio as poucos foi deixando de praticar a nossa religião, ele demonstrava que não levava a prática religiosa a sério. À igreja só ia a casamentos e missas de sétimo dia. Morreu de morte repentina aos sessenta e quatro anos enquanto tomava banho. Eu sei que ninguém tem condições de julgar ninguém. Essas pessoas que durante toda vida se distanciaram da prática religiosa, porém na sua adolescência fizeram na suas seis primeiras sextas receberão as graças prometidas que lhes garantia a salvação eterna?

Missa de sétimo dia - adendo

Aqui no Brasil, se arraigou o costume de rezar a Missa no 7º dia após o falecimento, portanto, a missa de 7º dia é um ritual brasileiro não é uma pratica seguida em outros países, nem consta do Missal Romano ou do Oficio de Defuntos. Na liturgia da Igreja usa-se a missa chamada de corpo presente, que antes se chamava de Réquiem, após a qual se seguia o sepultamento. O ritual da missa de 7º dia é exclusivo do Brasil, vem dos tempos coloniais quando não existiam estradas, nem aviões, nem carros nem ônibus, nem trens, capazes de trazer um parente do defunto de uma distancia grande até o local do velório. O Brasil é um país gigantesco, assim, e dadas às condições climáticas desse país tropical, o defunto é enterrado no máximo em 24 horas. Então, para celebrar a memória do morto e para dar tempo de todos os familiares e amigos que estavam distantes chegarem, marcava-se uma missa uma semana após o enterro, para que todos pudessem se encontrar, dar os pêsames, chorar, se confortarem mutuamente e enfim, celebrar a memória do ente querido que morreu.

Missa de sétimo dia

No Brasil a missa de sétimo dia é uma tradição única entre os católicos, sejam eles praticantes ou não. Não raro, para muitas pessoas, com sua presença, serve para demonstrar seu pesar, consolo, aos parentes da família enlutada. Quando se trata do falecimento de uma personalidade pública, políticos, artistas, celebridades, a igreja fica repleta de admiradores, porém, poucos acompanham o ato religioso, porque muitas dessas pessoas somente comparecem na igreja em ocasiões de batizados, casamentos e em missas de sétimo dia. Esses tipos de católicos pensam que mandando rezar uma missa de sétimo dia fica tudo resolvido, sua obrigação foi feita e o defunto seja qual tenha sido o seu comportamento neste mundo com a missa ele vai direto para gozar das delícias da vida eterna. Porém, a missa de sétimo dia se presta para que os párocos zelosos aproveitem essa ocasião para explicar o sentido da missa. Na verdade a remissão de todos os pecados praticados pela humanidade foi realizada no momento da imolação na cruz de Jesus, que é homem Deus. A missa é a renovação atualiza do sacrifício da cruz. È um único e mesmo sacrifício. Em todas as missas que após a oração eucarística há uma oração para todas as almas que estão no purgatório, incluindo aquela que foi pedida para que fosse rezada aquela missa. A Igreja é composta da gloriosa, isto é; daqueles que estão plenamente salvos unidos a Deus, da Igreja padecente daqueles que embora estejam salvos devido as suas imperfeições ou pecados leves passam por adaptação no purgatório e a Igreja militante que somos nós que ainda vivemos neste nosso mundo. A Igreja dividida nestas três categorias ela é uma só. Conhecida como a comunhão dos santos que são como vasos comunicantes da graça. As almas que estão no purgatório nada mais podem fazer para si mesmas, contudo elas são beneficiadas com as boas obras e orações devotas feitas pela Igreja militante. Quando esta Igreja militante se eleva junto a Deus em suas orações também ela eleva todas aquelas almas que estão no purgatório, “empurrando-as” para mais junto de Deus. Aquelas pessoas que estão presentes na missa de sétimo dia, se de fato querem beneficiar aquela alma para qual lá estão, devem com muita devoção, elevar fervorosamente suas almas a Deus a fim de elevar também o parente ou ente querido e as demais almas para que elas se aproximem cada vez mais de Deus.

Juízo final

O falecido ao deixar este mundo, se tinha dúvida, irá se certificar que realmente existe outra vida após esta e terá que enfrentar o Juízo Particular que irá definir o seu destino para toda a eternidade, alguns raros santos canonizados ou não irão de imediato gozar da visão beatífica de Deus que é a suprema felicidade, “... Nem o olho viu, nem o ouvido ouviu, nem jamais penetrou no coração humano o que Deus preparou para aqueles que o amam” (1 Cor 2, 9), porém, outros que também se salvarão, porém, não terão condições de imediatamente gozar dessa plena felicidade, terão primeiro que se purificar das suas imperfeições a fim de só assim ter condições de se unir a Deus plenamente, outros que recusaram a salvação conscientemente ou por desinteresse terão que amargurar para sempre a dura separação de Deus. Se no Juízo Particular é definido o destino de cada um; os justos continuarão a gozar da união com Deus, aqueles que estão salvos, porém ainda no purgatório estarão se preparando para essa união que em algum momento chegarão lá. Aqueles que desprezaram a salvação continuarão para sempre no inferno. Então por que o Juízo Final? Apenas para confirmar as sentenças dos presentes? Apenas uma grande apoteose final com a presença de trilhões, ou mais, de seres humanos que viveram neste mundo desde o primeiro homo sapiens, Adão, até o último mortal?

No limite entre o pecado e a virtude

1º — Nós devido o pecado original temos a tendência natural para o orgulho, para a avareza, para a luxúria, para a ira, para a gula e para a inveja. São eles conhecidos como Pecados Capitais. Contudo, que é o nosso egoísmo que nos leva a cometer esses pecados. Nós temos a obrigação perante Deus de zelarmos por nós mesmos, cuidando de manter a nossa saúde, cuidando do nosso corpo e da nossa alma. Quanto ao corpo temos que alimentá-lo convenientemente para mantê-lo sempre saudável, quando houver um desequilíbrio em nossa saúde devemos equilibrá-lo tomando a medicação necessária para isso com a devida orientação médica. Naquilo que se referem à alma nós temos a obrigação de exercitar a nossa inteligência cultivando-a com o estudo a fim de enriquecê-la com novos conhecimentos, de modo especial aqueles relacionados a Deus. Quanto à vontade, nós termos que orientá-la a luz da inteligência. À vontade, o livre arbítrio, tem que obedecer ao bom censo, praticando o bem e não o mal. No que se referem ao nosso sentimento, a nossa sensibilidade, nós temos que procurar amar primeiramente a Deus de maneira objetiva, isto é, fazendo a sua vontade, como oramos no Pai Nosso. Fazer a vontade de Deus é evitarmos o pecado, e procurarmos praticar a virtude que são as boas obras. As boas obras se dividem em morais e materiais. As boas obras morais são: dar bom conselho, ensinar os ignorantes, corrigir os que erram consolar os aflitos, orar pelos vivos e pelos que já morrem. As boas obras materiais são: dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, vestir os nus, dar pousada aos peregrinos, socorrer os doentes os mendigos e desamparados. Contudo, a pesar de sabermos de tudo isso, quando a tentação se aproxima de nós a fim satisfazer o nosso egoísmo de satisfazer as nossas paixões a nossa sensualidade o nosso libido muitas das vezes nós fraquejamos e passamos em alimentar os nossos maus pensamentos liberando prazerosamente a nossa imaginação para a sensualidade que nos afasta de Deus, ocupando um espaço que deveria ser Dele. Desgraçadamente, às vezes, no limiar entre a virtude e o pecado, bem ciente daquilo que está acontecendo, optamos pelo pecado, mesmo que seja apenas venial. Não fazendo aquilo que deveríamos ter logo feito, isto é, com muita coragem e determinação interrompermos abruptamente essa tentação sem questionamento. Pecado é tudo aquilo que nos afasta de Deus. Pecados leves ou veniais são aqueles que podem nos afastar pouco ou muito de Deus, mas não chega ao ponto de nós cortarmos relações com Ele, contudo, a continuidade em nós vivermos acomodados cometendo pecados veniais sem arrependimento nós acabamos cometendo pecados graves também chamados de pecados mortais, isto é, pecados que nós deliberadamente cortamos nossa relação com Deus. Deus sempre misericordioso está pronto em nos perdoar, mas pede para todos nós um sincero arrependimento com um propósito de nunca mais voltar a cometer aquele pecado que ocasionou ou poderia ocasionar o rompimento com Ele. A virtude, o exercício do bem, ao contrario do pecado, é que nos aproxima de Deus. Quanto mais virtuosos nós formos, mais nos aproximamos Dele. Ser santo é ser perfeito é somente Deus, síntese de toda a perfeição, mas quando o fiel se une a Deus a santidade divina está se transfere para ele, tornando-se santo por contágio divino.