terça-feira, 4 de setembro de 2012

Crer é presumir na existência de alguma coisa que não se pode perceber pelos órgãos dos sentidos. Deus é um puro espírito por isso é imperceptível. Contudo, podemos acreditar em alguma coisa partindo da seguinte dedução: Não existe obra sem autor. Nada é feito por si mesmo. Não existe geração espontânea, então o universo foi concebido e criado por um Ser Onipotente; Deus. Deus é eterno, existe no presente permanente, isto é; sem passado e sem futuro, presencia tudo desde o Big-Bang até o fim deste nosso mundo. O nosso mundo depois de milhares de séculos passando por longas eras finalmente surgiu o “Homo Sapiens” conhecido na Bíblia com Adão. Segundo a Bíblia Deus criou o primeiro ser inteligente a sua imagem e semelhança. Essa semelhança somente poderia ser de ordem espiritual, porque Deus é puro espírito, não ocupa lugar no espaço, não tem corpo físico, não olhos, boca, membros. A semelhança existente entre Deus e o ser humano é que ambos possuem inteligência, vontade e sensibilidade. Uma inteligência criadora e julgadora, uma vontade decisiva e determinante, e uma sensibilidade capaz de amar o bem e odiar o mal. Deus possui uma inteligência, vontade e sensibilidade de modo infinito, enquanto que o ser humano as possui de modo limitado. Segundo a Bíblia, Deus dando ao ser humano propriedades semelhantes a sua inteligência, vontade e sensibilidade em razão disso lhe deu o livre arbítrio, de fazer aquilo que bem quisesse, todavia, ordenou-lhe que não provasse do fruto da arvore da ciência do bem e do mal. A principio a sua criatura, Adão, obedeceu, mas instigado pela sua companheira, Eva, que por sua vez, também sucumbiu à tentação provocada pelo Espírito do Mal, acabou por experimentar do fruto proibido, desobedecendo assim à ordem dada pelo seu Criador. No jardim do Éden havia naturalmente uma variedade de vegetações, arvores de diversas espécies, mas a arvore da ciência do bem e do mal é simbólica, a Bíblia é muito rica em simbolismo. Que quis Deus ao ordenar a Adão que não comece o fruto daquela arvore? Deus ordenou: não queira você Adão conhecer o bem e o mal, não queira decidir aquilo que é bom e aquilo que é mau, somente eu decido o que o bem e o que é o mal, o que é bom e o que é ruim, oportunamente eu estabelecerei isso com os meus mandamentos. Mas, desobediente, o homem começou a decidir o que é bem e o que é mal, o que é bom e o que é mau. Daí aconteceu aquilo que tinha que acontecer o destempero em todo o mundo, levado pelo seu egoísmo a criatura humana começou a julgar o que era bem e o que era mal segundo a sua conveniência, cometendo delitos contra Deus, cometendo pecados. O pecado é a prática do egoísmo. Pratica-se o aborto por egoísmo, mata-se por egoísmo, rouba-se por egoísmo, divorcia-se por egoísmo, pratica-se o homossexualismo por egoísmo. Cada pecador procura satisfazer o seu egoísmo, o resto é resto, ele o egoísta, está acima de tudo, de todas as normas da natureza, de toda lei natural. O egoísmo é a origem de todos os pecados, é o pecado original. O ser humano, frágil, indeciso, esquecesse do seu Criador, do seu Deus, e o ofende cometendo pecados, mas ele pode se arrepender do mal que praticou e pedir perdão das faltas cometidas prometendo não mais praticá-las e Deus misericordioso não se recusa em lhe perdoar. O pecado cometido pode ser perdoado por Deus, porem, o egoísmo humano permanece latente predisposto a tornar a cometer novos delitos contra o seu Criador. Mas o ser humano foi feito a imagem e semelhança do seu criador, possui ainda de modo limitado inteligência, vontade e sensibilidade. Como já foi dito acima, com inteligência para conhecer o que é o bem e o que é o mal e vontade, livre arbítrio, para decidir se que praticar o que é certo e o que é errado. Ele sabe através da sua inteligência o que é certo e o que é errado e pelo seu livre arbítrio se pratica o bem ou o mal. Deus é para suas criaturas um mistério. Se Deus fosse decifrável não seria Deus. Nós cristãos cremos no principio básico do cristianismo — revelado por Jesus Cristo — que é a crença na Santíssima Trindade, onde o Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo é Deus, porém, não são três deuses, mas, um só Deus em três pessoas distintas, cada uma delas possui inteligência própria, vontade própria e sensibilidade própria, contudo, não conflitantes. A Santíssima Trindade é um mistério. Mistério é tudo aquilo que a nossa inteligência é incapaz de entender. Deus é onipotente, onipresente e onisciente, isto é, Deus pode tudo, pois criou o universo do nada. Deus está presente em todo o universo. Deus é onisciente, isto é, conhece tudo infinitamente no passado, no presente e no futuro. A onipotência, a onipresença e a onisciência de Deus é um mistério que jamais a maior inteligência humana poderá vir entender. Se Deus ao criar o ser humano, a humanidade, dado a ela as suas mesmas propriedade; inteligência, vontade e sensibilidade, dando-lhe a vontade livre deu-lhe o livre arbítrio, a vontade de fazer de si o que bem quisesse. Ora, Deus com a sua onisciência sabia que grande parte das suas criaturas, ou mesmo, a sua maioria não se destinaria ao destino final preparado por Ele, iria se perder para sempre. Por que Deus então permitiu que essas suas criaturas vissem a existir? Este é um dos muitos mistérios de Deus.
Meditação escrita Deus deseja a salvação de todas as almas, mas impõe condições “Mas, se alguém guarda à sua palavra, nesse é verdadeiramente o amor de Deus é perfeito. Nisto reconhecemos que estamos nele”. (1 Jo 2, 5) “Aquele que não ama não conheceu a Deus, porque Deus é amor”. (1 Jo 4,8) “Deus é amor. Todo aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele”. (1 Jo 4,16) “Pois este é o amor de Deus: observar os seus mandamentos”. (1 Jo 5, 3) “Aquele que crer e for batizado será salvo; o que não crer será condenado”. (Mc 16, 16) (Bíblia de Jerusalém) Se analisarmos palavra por palavra dos testos acima verificamos que Deus estabelece condições para que nós possamos nos unir a ele. No primeiro versículo se lê a condição: “se alguém guarda à minha palavra”, isto é, quem obedece aos seus mandamentos. No segundo versículo se lê: “Aquele que não ama”, isto é, quem não ama a Deus sobre todas as coisas e o seu próximo como a si mesmo não conheceu a Deus, está muito longe dele. No terceiro versículo lê-se: “observa”; donde se deduz que somente quem observa, ou procura observar sinceramente os seus mandamentos vai conseguir conhecer o amor que Deus tem por nós e assim provocar em nós a justa reciprocidade de que ele é merecedor. No último Jesus é taxativo impondo a sua condição. Deus ama todas as suas criaturas, contudo, ele quer ser reconhecido como o seu criador e que seja correspondido com o mesmo amor. “Portanto, amaras a Iahweh teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua força”. (Dt 6,5) Simplificando o decálogo a Igreja, com a sua autoridade, assim iniciam os dez mandamentos; “Amar a Deus sobre todas as coisas”. Na verdade no primeiro mandamento estão incluídos todos os demais, porque que ama a Deus obrigatoriamente tem que observar naturalmente todos os demais. Quem ama procura não desgostar o ente amado, mas sim satisfazê-lo em tudo — obviamente, se o ente amado tão somente quer o bem — Deus condiciona a união eterna com ele se nós nos esforçarmos em fazer a sua vontade que muitas das vezes exige renuncia da nossa parte com sacrifícios pessoais; que não é fácil. Jesus nos ensina: “Portanto, deveis ser perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito”. Ele faz um apelo para que procuremos ser perfeitos em tudo, embora, isso se torne impossível porque somente Deus é totalmente perfeito, todavia, Jesus nos aponta essa meta como um ideal de vida. O gozo sublime da vida eterna não é só a visão de Deus, mas, a união intima com ele. Deus é a própria perfeição e para nós nos juntarmos, justapormos a ele, exige que nós que sejamos também perfeitos, e isso somente acontecerá quando passarmos desta vida para a outra nos purificando devidamente no purgatório, que onde haverá o ajuste necessário. Possivelmente, Maria, sua escolhida como filha, mãe e esposa não tenha passado por esse estagio de purificação, por menor que seja. O purgatório, claro que não é um lugar, mas um estado de espírito, em que a alma ao deixar este mundo faz um profundo exame de consciência e passa a verificar aquilo que realmente ela é com todos os seus defeitos; grandes, médios, pequenos ou mesmo ínfimos, mas que a impede conscientemente de se unir intimamente com Deus, porém, essas almas sofram aflitivamente por não estarem unidas a Deus que é o seu destino final, elas estão relativamente felizes porque conseguiram a salvação aguardando impacientemente o momento de se unir a Deus. Este é o seu sofrimento. As almas dos falecidos nada mais podem fazer em beneficio de si mesmas, para auto se purificarem, o tempo destinado para isso acabou quando elas deixaram este nosso mundo, porque na eternidade não existe mais tempo, espaço e matéria, porém, contudo, então, entra em ação, a fim de beneficiá-las toda a Igreja a militante, a peregrina neste mundo, que se eleva interruptamente em oração a Deus, de modo especial nas sucessivas e interruptas missas celebradas dia e noite em todo mundo em favor da Igreja padecente, elevando-a, “empurrando-a”, aproximando-a, assim, ainda cada vez mais próxima da Santíssima Trindade para que assim possam, finalmente, ver aquilo que os que os olhos nunca viram os ouvidos nunca ouviram e o coração jamais sentiu. Meditação escrita Para refletir Todos nós cremos alguma coisa. Os ateus crêem que Deus não existe e conseqüentemente que não existe vida após a morte, enquanto que outras pessoas crêem na existência de Deus e que conseqüentemente existe outra vida além desta. Uma coisa está ligada a outra. Existe a suposição quando não há provas que podem ser observadas pelos órgãos do sentido; ver, tocar, inalar, saborear, pela física, pela química, pela cibernética, assim sendo, tanto se pode supor a não existência de Deus como também se pode se supor á sua existência. É uma questão de quer crer numa ou não outra coisa. È uma questão da vontade de cada pessoa. Existem ateus por razão ideológica, como os marxistas que adotam a teoria do materialismo dialético; como disse Karl Marx “A religião é o ópio do povo”. Outros ainda recusam aceitar a idéia de um ser superior que tem o poder de fiscalizar e de julgar os seus atos, a existência de um Deus os incomoda tirando-lhes a liberdade de agirem como bem desejam. Ainda outros, que estão alheios a existência de Deus, pretendem simplesmente ignorá-Lo, não tomar conhecimento da Sua existência, assim eles podem pensar e agir livremente como bem entenderem; Deus não faz parte da vida deles vida, estão alheios a ele. Assim sendo, como é uma questão optativa que tanto se pode não crer na existência de Deus e numa vida além túmulo como também se pode crer na existência de Deus e numa vida após a morte, aqueles que acreditam na existência de Deus partem do princípio que não pode existir obra sem autor, que nada se faz por si mesmo. Uma casa não se constrói por sim mesma, alguém tem que construí-la. Não existe geração espontânea e que alguém acionou do nada o Big-Bang. Se os Bigs-Bangs fossem uma secessão de expansões e retrações do universo deve ter havido obrigatoriamente um primeiro Big-Bang, ou esse processo é eterno? Nunca teve principio... ...? Então a eternidade existe? Caso Deus não exista e nem outra vida após esta, quando uma pessoa morre, deixa de existir, ela cai no vácuo do nada. Crendo nisso, todos que morreram tiveram o mesmo fim foram reduzidos a nada, os grandes benfeitores da humanidade, os grandes cientistas, tiveram o mesmo destino dos maiores malfeitores da humanidade; assassinos cruéis, bandidos de toda espécie se igualaram na morte. Sem mencionar personagens ligadas a religião, mas criaturas como Gutenberg, Mahatma Gandhi, o casal Curie, Braile, Pasteur, Albert Sabin, Ambroise Parré, Pestalozzé. Jenner, Fulton, Bell, Edison passaram a ter o mesmo fim de Nero, Calígula, Hitler, Stalin, todos os facínoras se igualaram na morte. Se nada existir após a morte nunca poderemos ficar sabendo. Ninguém, jamais, poderá pensar após a sua morte: — “Eu não disse que iria existir nada após a morte”, porque o defunto não mais um cérebro para raciocinar. Para os ateus isso seria uma tranqüilidade, morrer sem nenhum sentimento de culpa. Mas, numa segunda suposição, se houver outra vida após a nossa morte imediatamente saberemos que ela existe e que conseqüentemente e que Deus também. Na dúvida, é mais prudente, considerar esta segunda hipótese. Hipótese por hipótese é melhor ficar com a última. Não haverá risco para uma decepção desastrosa e irreparável. José Carlos de Castro Rios — São Paulo – SP.
Para refletir Certo individuo como muitos outros, ele crê em Deus e conseqüentemente crê também numa vida após a morte. Ele se esforça para fazer a vontade de Deus em quem acredita, observando os seus mandamentos, abstendo-se de alguns prazeres oferecidos neste mundo. Mas, como todos os demais mortais, chegou à vez dele deixar este mundo. Morreu. Morreu o seu corpo e o seu cérebro, e com ele a sua inteligência, a sua vontade e sua sensibilidade. Com a morte esse individuo deixou de existir completamente, apenas os seus parentes e amigos o conservaram na memória por algum tempo. Outro individuo, também, como muitos outros é ateu confesso; não crê na existência de um Deus e conseqüentemente não crê numa vida após a morte, em razão disso procurou sem escrúpulos gozar de todos os prazeres que a vida lhe podia proporcionar. Como todos os mortais um dia, também chegou a sua vez de deixar este mundo. Morreu. Para surpresa sua ele viu que havia sim uma vida após a morte e que Deus existia mesmo. Não havia como ele voltar atrás; ele estava perdido para sempre. Crer ou não na existência de Deus e conseqüentemente numa vida após a morte é uma opção da vontade. No primeiro caso o morto não havia como se decepcionar porque ele deixou de existir completamente. Não havia como sofrer uma decepção, ele não podia mais pensar. No segundo caso o descrente teve uma terrível decepção, aquilo que ele sempre havia negado durante a sua existência realmente existia; havia sim uma vida pós a morte e por conseqüência a existência de Deus, e daí ele teve que agüentar as suas conseqüências desastrosas para todo o sempre.
Atualmente a população mundial é aproximadamente de sete bilhões de pessoas, também, aproximadamente há um bilhão de católicos batizados, todavia, dez por cento, isto é, cem milhões em todo o mundo e são considerados praticantes aqueles procuram não faltar à missa dominical e que confessam e comungam com certa freqüência. Destes sete bilhões de habitantes no nosso mundo apenas restam cem milhões que se pré-ocupam com salvação das suas almas. Os desígnios de Deus são imperscrutáveis. Deus é justo, é então de se supor que aqueles que não tiveram a oportunidade de conhecer a verdadeira fé, cristã, católica, mas que procuraram dentro das suas culturas, crenças, em que eles foram criados e que as tendo praticando e tenham respeitado e adorado o seu Criador e as leis naturais que se resume em praticar o bem e repudiar o mau, que também, sejam eles também salvos e até mesmo se santifiquem. Agora, o que pensar daqueles novecentos milhões de católicos batizados, católicos de estatísticas, que apesar de terem sido batizados, feito a sua primeira comunhão, crismados, mas a abandonaram a prática católica? Intelectuais, jornalistas, escritores, atores, atrizes, empresários, praticantes do homossexualismo — segundo consta dez por cento da humanidade tem tendência à homossexualidade —, políticos, etc., etc., Aqueles que nunca se importaram com a salvação das suas almas? Que nunca se pré-ocuparam com isso? Qual seria o destino daqueles que preferiram satisfazer os seus instintos? Para onde iriam as almas daqueles que nunca desejaram ser salvos? Aquelas pessoas que morreram completamente alheias a Deus que nunca ambicionaram a união com o seu Criador acaso após a sua morte ficariam surpresas de estarem salvas? E delas estar inesperadamente presentes para a contemplação a visão beatifica de Deus? Estariam elas espiritualmente preparadas para isso? Sentiriam alguma coisa? “Olhos não viram, os ouvidos não ouviram e o coração do homem não percebeu, isso que Deus preparou para aqueles que o amam” (1Cor 2, 9). Isso esta a disposição tão somente para aqueles que procuram amar a Deus fazendo a sua vontade, procurando fugir do pecado e procurar atingir a perfeição. “Portanto, deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito”. (Mt 5,48) Assim disse Jesus; também disse ele: “Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz a perdição. E muitos são os que entram por ele. Estreita, porém, é a porta e apertado o caminho que conduz a Vida. E poucos são os que o encontraram” (Mt 7,13-14). Ainda disse Jesus: “Com efeito, muitos são chamados, mas poucos escolhidos”. Todos os pronunciamentos de Jesus não foram ditos em vão, cada um deles tem um significado, tem o seu peso que tem que ser considerado. Não cabe a ninguém amenizá-lo. Poder-se ia alguém indagar; Ora, sabendo Deus quando criou o ser humano que muito poucos deles se salvariam, fazendo a sua vontade, obedecendo a seus mandamentos, por que então Deus os criou? Após o pecado original o ser humano perdeu o direito a salvação eterna, na sua misericórdia decidiu que si mesmo, na Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, o Filho, se encarnasse em um corpo humano, Jesus, para que fosse uma vítima a altura ao reparo que tinha que ser feito. Se uma ofensa a Deus tem um valor infinito, imensurável, somente uma vítima de igual valor também infinito poderia reparar o pecado cometido, com essa providência divina fez a justiça que tinha que ser feita, mas, como não podia deixar de ser feito, usando de seu livre arbítrio, cabia a criatura aceitar aquilo que Deus estava lhe oferecendo. Muitos aceitaram, outros tantos não. Deus não pede ao homem nada impossível, pede apenas o que é justo e o que está dentro das forças de cada um. Contudo, há de se reconhecer, que no mundo em que nós vivemos ser cristão, católico, não é nada fácil; exige sacrifício. As tentações pecaminosas proporcionadas pelos agentes terceirizados do demônio estão por toda a parte, principalmente, em nossos dias, na televisão. O convite ao pecado, a licenciosidade está em toda parte. Sabendo Deus, na sua eternidade, onipotente, onipresente, onisciente, que poucos se salvariam, por que então criou o ser humano? A oportunidade da salvação foi dada, está sendo dada, e será dada sempre para todos dentro da possibilidade de cada um; só não se salva quem não se interessa pela sua salvação, então não seria justo Deus deixar de criar o ser humano, cujo destino final é a união com ele que é a plena e total felicidade, porque muitos deixaram de ter interesse por isso. Alguns disseram: Como pode Deus que é Amor condenar as suas criaturas a eternidade do inferno? Ora, Deus não condena ninguém, são suas criaturas que usando da sua vontade, do seu livre arbítrio, que se distanciario dele, embora Deus, Jesus, tenha inúmeras vezes convidado aqueles que se afastaram dele entrar na sua grei. José Carlos de Castro Rios — São Paulo – SP. jc.rios@globo.com
As pessoas de bem do Brasil aguardaram ansiosas, esperançosas, pelo resultado do importante trabalho a ser desenvolvido por Vossa Excelência como membro da comissão que vai redigir o novo Código Penal. É esperado que o atual Código Penal, ainda em vigor, venha a ser totalmente revisto e atualizado pelo Poder Legislativo, pois ele foi elaborado nos idos da década de quarenta do século passado. O mundo mudou, e o Brasil também. Eu sou testemunha; naquela época, quando eu tinha onze doze anos via diariamente, logo pela manhã, quando o leite e o pão eram deixados de madrugada na calçada na frente das casas pelo leiteiro e pelo padeiro e ninguém neles mexia. Hoje isso seria totalmente impossível. Naquela época, quando havia um crime bárbaro e ele era publicado na primeira página dos jornais e chocava toda a população, como celebre “crime da mala” que o assassino depois de esquartejar sua mulher queria despachá-la dentro de uma mala no porto de Santos para a Itália, ou o assassinato do filho do americano aviador Charles Lindbergh que teve uma grande repercussão e comoveu todo o mundo. Hoje crimes bárbaros como esses são cometidos diariamente e desgraçadamente a população não se choca mais, acostumou-se a eles e está esperando resignada, temerosa, quando ela vai ser sua próxima vítima, ao andar pelas ruas, quando sai de um banco, quando está num estabelecimento comercial fazendo as suas compras ou na própria residência, casa cercadas de altos muros com arames farpados grades nas janelas ou apartamento. Estamos todos nós no corredor da morte para sermos executados por um bandido; Vossa Excelência e sua família também! Escapar da sanha dos criminosos é uma sorte diária. A insegurança é total. A polícia prende, mas a Justiça solta, porque as leis vigentes assim o permitem e os advogados de defesa sabem muito disso. As atuais leis de execuções penais foram elaboradas pelos parlamentares para beneficiar apenas os facínoras; com redução de penas, saídas na festas de fim de ano, na Semana Santa, no dia das mães, dos pais, visitas íntimas, piqueniques com familiares — até com o acompanhamento de menores de idade — nos pátios dos presídios, etc., com a finalidade de “integrá-los na sociedade”. Inocência, ou esses parlamentares vivem fora da realidade em que todos nós vivemos que eles estão fazendo quando passam a metade da semana visitando as suas bases? Ou estão esses congressistas advogando em causa própria para numa eventual possibilidade deles ou seus familiares ser um dia acusados de algum crime deles gozarem desse mesmo privilegio? Enquanto bandidos assassinos são aliviados das suas penas, suas inocentes vitimas assassinadas estão mortas, sepultadas para sempre, e não vão poder gozar desses benefícios como visitar seus entes queridos nas festas de fim de ano, na Semana Santa, nos dias das mães, dos pais e ter visitas íntimas, estão condenadas a morte para sempre, as vítimas dos bandidos não podem nunca mais ser reintegradas na sociedade! Por justiça aquele assassino profissional que destrói uma vida deveria ter prisão perpetua. Pena de morte não, porque o condenado passaria a ser uma vitima e também depois da sua execução não mais seria possível uma revisão de sua pena. A prisão perpetua para os profissionais seria uma medida dura? Muito mais duro é um inocente perder a vida para sempre nas mãos de um bandido. Segundo estatísticas, setenta por cento desses beneficiados por essas saídas não retornam ao presídio e tão logo se vêm na rua passam logo a praticar novos crimes, e cinqüenta por cento dos assassinatos praticados são feitos por criminosos reincidentes. O diretor do presídio que informa ao juiz o “bom comportamento” do sentenciado para saídas temporárias deveria ser responsabilizado pelo comportamento do preso enquanto ele estivesse fora da prisão, com essa medida, certamente, muitas saídas temporárias deixariam de ser autorizadas. Simplificando: poderíamos dividir os criminosos em dois grupos; os profissionais e os eventuais. Os primeiros são aqueles que têm o crime como meio de seus sustentos e enriquecimento, eles não sabem como ganhar a vida de outra maneira; os segundos são aqueles que cometem o crime num momento tresloucado, insano, motivado por ciúme, briga no transito, etc. Ambos têm que ser responsabilizados pelos seus atos; os primeiros, o profissional do crime, a Justiça não se deve ter a intenção de castigá-los, penitenciando- os pelos seus atos, mas simplesmente segregá-los de uma vez por todas para o bem de toda sociedade, a fim de lhe proporcionar paz e tranqüilidade que ela merece. Felizmente os bandidos profissionais do crime é uma minoria e a maioria da população ordeira tem que ser priorizada e respeitada. Os segundos, os criminosos eventuais, estes sim devem ser punidos exemplarmente, servir de exemplo, a fim de lembrar a todos os demais cidadãos que existe punição sim por crimes movidos por destemperos momentâneos. Existe uma excrescência que está no ultrapassado Código Penal diz a respeito de juízes corruptos que foram alijados dos seus cargos, contudo, pelas nossas leis eles são premiados com a aposentadoria compulsória e continuam recebendo mensalmente seus polpudos vencimentos; em nome da moralidade pública este absurdo tem que ser corrigido porque é revoltante. Qual malandro não gosta de receber um ótimo salário sem precisar trabalhar? Outra medida que tem que ser tomada é quanto à responsabilidade criminal dos menores de dezoito anos. Apenas quatro países na América Latina ainda consideram irresponsáveis pelos seus atos criminosos os menores de dezoito anos: Venezuela, Colômbia, Equador e Brasil, na Europa oscilam entre dezesseis e quatorze anos, na Grã-Bretanha, há poucos anos, um menino de dez anos foi condenado à pena máxima, como se fosse um adulto, por ter assassinado uma menina com requinte de crueldade. Um adolescente de quatorze anos sabe perfeitamente aquilo que é certo e o que é errado, o que é crime; furtar, roubar, matar e o que é e o que não é criminoso; e tem sim que ser responsabilizado pelos seus atos a partir da idade da razão. Se um presidente da republica pode ser eleito com apenas com a diferença de apenas um voto por um menor de dezesseis anos, por que uma pessoa com essa idade não pode ser responsabilizado pelos seus atos como adulto? Alguns teóricos criminólogos defendem que os marmanjos de quinze, dezesseis e dezessete anos ainda estão em faze de formação mental e precisão e que eles precisão ser reeducados conforme está no Estatuto da Infância e Adolescência a fim reintegrá-los na sociedade. Esses teóricos criminólogos me parecem que não vêm televisão, não vêem diariamente na Band Brasil Urgente comandado por José Luiz Datena que mostra a realidade dos crimes em nós estamos vivendo, não lêem jornais, não saem nas ruas, vivem trancados nos seus gabinetes lendo tratados jurídicos ou fazendo palavras cruzadas, por isso não correm o risco de morte que todos nós corremos; não vivem a realidade de toda a população brasileira. O IBGE recentemente mostrou que 80% da população brasileira quer que a responsabilidade penal seja reduzida de 18 para 14 anos, como é a maioria dos países europeus, isto é, do primeiro mundo. Os parlamentares, eleitos pelo povo, têm que fazer aquilo que a população deles exige. É necessário que a Constituição seja alterada? Que se faça urgentemente um plebiscito nacional e cumpram aquilo que os brasileiros desejam e parem de auscultar os teóricos criminólogos. Que os parlamentares ouçam nos seus redutos as suas bases aquilo que ela mais deseja a tolerância zero para da população brasileira espera que os senadores e deputados tenham a devida sensibilidade e a criminalidade e o que revelou o IBGE e que na laboração do novo Código de Direito Penal não lhe decepcione, mas, sim; aplicando tolerância zero nesta rara oportunidade que se avizinha, para assim para dar maior segurança e tranqüilidade ao povo brasileiro. José Carlos de Castro Rios Rua Profº João Batista de Casto, 190 São Paulo — SP. CEP: 04623 150 jc.rios@globo.com

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

As Ilhas Falklands

Cristina Kirchener continua inutilmente reclamando a posse das Ilhas Falklanls da Grã-Bretanha. O Reino Unido nem quer conversa. Respeitando os direitos humanos, em primeiro lugar, é preciso saber se os habitantes das Falklanls desejam deixar de serem súditos da Coroa Britânica e passarem a serem cidadãos argentinos. Caso, numa hipótese remotíssima, os argentinos tomassem a posse das Falklans que eles pretenderiam fazer? Jogar o ilhéus no mar? Deportá-los para a Grã-Bretanha? Há 180 anos descendentes de britânicos habitam as Falklanls, Falam inglês, têm uma cultura inglesa e precisam ser respeitados. A distância de quinhentos quilômetros não dá à Argentina a pretensão possuir as Falklanls. Quanto ao tamanho do território e o numero de seus habitantes, também não. Existem, nações, países no mundo diminutos no tamanho do território quanto o numero de seus habitantes como: Andorra, Mônaco, Liechtenstein, Albânia, Timor-Leste, Islândia, Israel, Jamaica, etc. Assim também é a nação das Ilhas Falklans. O interesse econômico despertou mais uma vez a ambição argentina. Lá existe petróleo e os britânicos já começaram explorá-los, com isso vai precisar de muita de mão de obra. Na Grã-Bretanha o índice de desemprego está sendo preocupantes, muitos trabalhadores do norte da ilha, da Escócia, estão habituados ao clima frio se ambientarão com facilidade ao clima das Falklanls. Com isso a população das Falklans vai aumentar em muito. Cristina Kirchner esta perdendo o seu precioso tempo numa demanda que jamais em tempo algum obterá sucesso. Os britânicos lá está há 180 anos e vão continuar lá para sempre.

Todos nós cremos em alguma coisa

Todos nós cremos alguma coisa. Os ateus crêem que Deus não existe e conseqüentemente que não existe vida após a morte, enquanto que outros crêem na existência de Deus e que conseqüentemente existe outra vida além desta. Uma coisa está ligada a outra. Existe a suposição quando não há provas que podem ser observadas pelos órgãos do sentido; ver, tocar, inalar, saborear, pela física, pela química, pela cibernética, assim sendo, tanto se pode supor a não existência de Deus como também se pode se supor á sua existência. É uma questão de quer crer numa ou não outra coisa. È uma questão da vontade de cada pessoa. Existem ateus por razão ideológica, como os marxistas que adotam a teoria do materialismo dialético. Como disse Karl Marx “A religião é o ópio do povo”. Outros ainda recusam aceitar a idéia de um ser superior que tem o poder de fiscalizar e de julgar os seus atos, a existência de um Deus os incomoda. Ainda outros, que estão alheios a existência de Deus, pretendem simplesmente ignorá-lo, não tomar conhecimento da sua existência, assim eles podem pensar e agir livremente como bem entenderem; Deus não faz parte da vida deles vida, estão alheios a Ele. Assim sendo, como é uma questão optativa que tanto se pode não crer na existência de Deus e numa vida além túmulo como também se pode crer na existência de Deus e numa vida após a morte. Aqueles que acreditam na existência de Deus partem do princípio que não pode existir obra sem autor, que nada se faz por si mesmo. Uma casa não se constrói por sim mesma, alguém tem que construí-la. Não existe geração espontânea. Alguém acionou do nada o Big-Bang. Se os Bigs-Bangs são uma secessão de expansões e retrações do universo deve ter havido um primeiro Big-Bang, ou esse processo é eterno? Nunca teve principio... ...?
Caso Deus não exista e nem outra vida após esta, quando uma pessoa morre, deixa de existir, ela cai no vácuo do nada. Todos que morreram tiveram o mesmo fim foram reduzidos a nada, os grandes benfeitores da humanidade, os grandes cientistas, tiveram o mesmo destino dos maiores malfeitores da humanidade; assassinos cruéis, bandidos de toda espécie se igualaram na morte. Sem mencionar personagens ligadas a religião, mas criaturas como Mahatma Gandhi, o casal Curie, Madre Teresa de Calcutá, Braile, Albert Sabin, Marconi,Ambroise du Parré, passaram a ter o mesmo fim de Nero, Calígula, Hitler, Stalin, todos se igualaram na morte. Se nada existir após a morte nunca, poderemos ficar sabendo. Ninguém, jamais, poderá pensar: — “Eu não disse que iria existir nada após a morte”, porque o cadaver não mais um cérebro para raciocinar. Para os ateus isso é uma tranqüilidade, morrem sem nenhum sentimento de culpa. Mas, numa segunda suposição, se houver outra vida após a nossa morte imediatamente saberemos que ela existe e que conseqüentemente, Deus também. Na dúvida, é mais prudente, considerar esta hipótese. Hipótese por hipótese é melhor ficar com a última. Não haverá risco para uma decepção desastrosa e irreparável.